Produção Escrita
_ Ah, não posso mais… – disse Roberto Clark que já não suportara a dor de estar cansado.
Os dois cavalgantes tinham planeado passear a cavalo, para poderem combater o stress de uma longa semana. De repente Roberto Clark desmontou do cavalo, para descansar um pouco, queria uma pausa depois da longa caminhada. Já estava fatigado e como ele próprio tinha dito, já não podia mais. Atirou-se para o chão e sentiu uma coisa normal quando se esforça, o que é normal na sua idade. O que sentiu foram umas tonturas insuportáveis e a terrível dor no peito.
Margarida não sabia como lidar com a situação, desceu do cavalo e ajudou-o da melhor maneira que poderia. Ela era uma pessoa muito simpática e o melhor de tudo nela era ser prevenida, e nunca lhe faltara nada em qualquer lugar. Por ser prevenida trazia uma garrafa na sua mala que a tinha colocado para beber ao longo do passeio, já se sabe como são as mulheres têm de se hidratar, e apesar dessa teoria tinha medo de não encontrar algum sítio para se alimentar ou refrescar.
Roberto Clark sentiu-se bem melhor, já não lhe doía tanto o peito e as tonturas já tinham passado. Ele como sempre, sendo teimoso, quis continuar o passeio, ver coisas interessantes, e tinha muita força de vontade. Não desistiu e monto devagar no cavalo para continuarem o passeio. Margarida tentou o convencer de que ele poderia piorar e que afinal era só um passeio e que esperavam muitos e mais outros dias para continuarem o passeio.
E assim foi, continuaram com o seu magnífico passeio.
Pararam para uma pausa onde a Margarida quis interrogar:
_ Roberto, porque será que o teu cavalo, Mike, está ferido e o meu não? Ainda não percebi, estou confusa e confesso, um bocado preocupada.
_Também não sei, mas havemos de descobrir só sei que temos de tapar o sangue no ilhal dele.
Pararam depois de caminharem trinta minutos depois de Roberto não se sentir bem.
_ Olha diz-me uma coisa, como és prevenida é certo de que trouxeste uma toalha de mesa para o nosso pequeno piquenique, certo? – interrogou, Roberto Clark.
_ É obvio que trouxe, querias merendar onde? Na erva fresca? – disse Margarida.
Com a toalha ataram à volta do ilhal do pobre Mike. De seguida continuaram o passeio, já que o cavalo não gemia de dor.
Ao longo do passeio avistaram um bar, onde pararam para jantar. Deixaram os cavalos num campo com erva fresca e outros tipos de mata para se alimentarem.
Quando voltaram, passados quinze minutos, os cavalos já não estavam lá. Margarida trazia comida para eles e, nada. Procuraram muito aflitos e passado um tempo encontraram os pobres cavalos atados num grande e grosso tronco, com umas cordas horríveis e muito grossas, eram capazes de lhes ferir.
Desataram os cavalos e deram-lhes a comida, estavam esfomeados porque na forma que estavam nem um bocadinho de erva podia tocar.
Margarida não queria entrar na realidade já há muito tempo, mas a verdade era que ele sentia uma coisa um bocado forte pelo Roberto mas queria sempre estar convencida de que não, mas por fim acabou por admitir e por muito que lhe custa-se teria de aceitar a escolha do seu coração. Já o senhor Roberto era a mesma coisa, ainda por mais era muito teimoso, e como sempre foi preciso desabafar com alguém e esse alguém ter de lhe meter na cabeça de que ele estava caidinho por ela.
Até que Margarida deu um passo em frente e perguntou-lhe se estava interessado em alguém assim muito próxima dele. Ele pensou que ela já se tinha apercebido de que ele gostava dela e então, deixou a teimosia e acabou por a beijar.
Bom, a teimosia por vezes acaba sempre bem, neste caso o senhor Clark teve de ouvir o seu coração.
Acabaram de conversar e decidiram regressar, pois já eram horas do regresso.
Escrito por
Ana em
18:48:05 |
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