Tuesday, April 10, 2007

A invisibilidade por vezes afecta


   Tornei-me um invisível? Sim pelo menos os meus colegas estão sempre a perguntar quando eu chego, mesmo eu estando perto deles, invisível.Quando me apercebi e tive a certeza de que estava um invisível, não soube o que fazer. Iria levar falta na escola, deixar os meus pais preocupadíssimos, e.t.c. O que faço? Irei ao médico? Não porque ele não me virá. Já sei! Vou começar a fazer uns cartazes e colocá-los num sítio onde todos os vejam. Assim vão se aperceber que lá estive. Vou na mesma para as aulas, para a cantina, para o recreio, mas sei que não me vão ver. 
   Os meus amigos estão aflitos, irritam-me quando dizem que sou sempre a mesma, atrasada, distraída, mas apesar de tudo isso sei que gostam de mim.
Posted by Ana at 19:12:35 | Permalink | No Comments »

Imaginei uma história com as seguintes palavras: branca, mentir, dançar, salgado.

 
   Hoje encontrei-me com a Luísa, numa festa de aniversário. Ela vestira um top branco, uma mini-saia preta, meia-calça branca, sapatos pretos e uma linda fita no seu cabelo branca. Fui naquela festa sabendo que não me ia agradar, nem animar com um dos melhores amigos numa cama do hospital, triste por saber que não poderia ir. Mas também não podia recusar o convite ou mentir, naquela altura tinha dois desejos, um era que a festa corresse bem e que eu não fizesse má figura, a segunda era que o meu amigo saísse daquela cama hospitalizada, mas com saúde.
 A aniversariante chamou-nos, a mim, à Luísa e à Paula para dançar, podia ser que me animasse, talvez. Dancei alguns minutos, mas, como a Catarina costuma a dizer, estava a dançar com cara de quem comeu ao almoço peixe salgado. Uma frase que tanto repete.
Já estava melhor mais animada um pouco, até que chegou o tal meu amigo hospitalizado, bom e salvo, como se costuma a dizer, pronto pra outra, com uns amigos, a partir daí animei-me até dizer chega.
Posted by Ana at 19:10:04 | Permalink | No Comments »

Outro mundo por detrás de um espelho

 
  Nem acreditam! Atravessei o espelho da princesa Jasmim, aquele que ela tanto avisara para não mexer. Não resisti e saltei para dentro de espelho. Uau! Era uma coisa mesmo diferente do nosso mundo, como se costuma dizer, um mundo completamente diferente do nosso.
Visitei uma linda casa branca, muito grande. Uma senhora convidou-me para jantar com eles. Não percebia nada daquilo, primeiro uma casa grande e branca, coisa que aqui não é muito conveniente haver, dançar aos pares…aqui é tudo misturado, normalmente, e a comida tinha um mau aspecto, pior que a comida do nosso mundo.
Os aperitivos deliciosos, mas a comida, principalmente o peixe estava intragável, (muito salgado). Sempre é bom conhecer outras coisas, mas já estou habituado ao meu lar.

Posted by Ana at 19:07:27 | Permalink | No Comments »

Escrita

 

  O meu amigo do dia-a-dia é a minha caneta de tinta azul. Ela escreve muito e chega a dizer:_ Tanto me usas, que começo a ficar sem tinta, quando não escreve trocas-me por outra. Tanto trabalho para nada. Acredito que isto seja verdade mas é o seu trabalho. Por vezes digo:_ Por fora és uma linda caneta toda colorida de tinta azul, por dentro és diferente, por isso hei-de te guardar quando essa tinta azul secar.

Posted by Ana at 18:59:01 | Permalink | No Comments »