Nov 16, 2007

D. Caio

  
    
Era um alfaiate muito poltrão, que estava a trabalhar á porta da rua. Como tinha medo de tudo, o seu maior gosto era fingir de valente. Uma vês, viu muitas moscas juntas e de uma pancada matou sete. Desde aí não fazia mais nada a não ser gabar-se, dizia a toda a gente que matava sete de uma vez.
   Ora o rei andava muito triste porque tinha morrido na guerra o seu general D. Caio, que era o mais valente. As tropas inimigas como souberam que não tinha quem comandasse as tropas puseram-se a caminho.
   O rei sabendo que o alfaiate matava sete de uma vês contratou-o para general. Mandou-o vestir o fardamento de D. Caio e a seguir o seu cavalo. Ajudaram-no a montar o cavalo e ele já tremia como varas verdes, assim que o cavalo sentiu as esporas botou á desfilada, o alfaiate aflito desatou a gritar, dizendo “ Eu caio! Eu caio” e todos o ouviram e os que o ouviam diziam que ele dizia que era D. Caio e que já tinham homem. O cavalo dirigiu-se para onde estavam os soldados já a lutar, e o alfaiate continuava a dizer “ Eu caio. Eu caio”.
    O inimigo quando viu o cavalo branco do general valente e ouviu os gritos do alfaiate conheceu o perigo que estavam e disseram aos outros que la vinha D. Caio e desataram a fugir.

    Ganharam a batalha só a agarrar-se ao pescoço do animal e a dizer “ Eu caio! “. O rei ficou muito contente e em paga a vitoria deu a princesa em casamento, e a verdade é que ninguém regateava os maiores louvores à bravura do sucessor do general D. Caio… 

Escrito por Ana em 19:00:59 | Link permanente | Comments (4) |

Os Fradinhos Pregadores

  
   Uma vez, eram dois fradinhos que andavam a pregar pelo mundo e anoiteceu-lhes no meio do monte. Viram uma casinha e bateram à porta. Vivia lá uma velhinha e o seu neto que eram pobres. A velhinha recebeu-os bem e deu-lhes uns ovos como ceia.
Eles aqueceram-nos na lareira e começaram a cuspir nos ovos. O rapaz, neto da velhinha perguntou para quê que cuspiam nos ovos e eles responderam que era para eles não estoirarem, de pronto o rapaz disse que se cuspissem no rabo da sua avó é que era pois toda a noite estoira.

  

Escrito por Ana em 18:28:48 | Link permanente | Comments (1) |

Pérola de Macau


     As pessoas que lá entravam eram bem recebidas, tinham sempre sugestões. O Michael não estava lá muito habituado, mas se dava muito bem. Os seus tios estavam muito contentes e achavam o português do Michael muito bom, mesmo sem perceberem lá muito bem o que ele dizia.
   O sobrinho ouvia umas histórias de umas lojas que por vezes maltratavam os empregados e que michael poderia ser um dos “empregados” maltratados, sim empregado porque os tios não faziam outra coisa a não ser, ver o dinheiro que entrava na caixa. Os dias iam passando e o Michael ia se sentindo mais escravo como faziam no país dos seus tios algumas pessoas comerciantes aos seus empregados. Michael começou a fazer grandes amigos e um dia, um dos amigos que fez, gostaria de trabalhar com ele. O pobre rapaz gostava tanto que os seus tios o contratassem, para que pudesse ter alguém para o ajudar com os tios. Assim os tios de Michael já não poderiam tratar mal, pelo menos à frente de João, que era o seu grande amigo.
   Chegou a um dia em que tinham muito trabalho e como sempre os tios não os podiam ajudar, tinham muito trabalho no armazém, isso era o que eles diziam mas não trabalhavam, mas sim descansavam ou então contavam o dinheiro. Houve um dia que os donos da loja deram mais um trabalho cansativo, e, João e Michael não o fizeram todo, porque já estavam fartos daquilo. Neste momento o que o João queria era se despedir-se e o Michael fugir para a sua terra onde estão os seus pais, apesar de gostar do país em que estava. Os donos da loja, chatearam-se e deram umas belas palmadas aos dois, só depois é que o tio lembrou-se de que não o devia ter feito á frente do “escravo” João. João enervado também, e com medo do que os tios iriam fazer ao amigo, saiu pela porta fora e ligou para a polícia acusando os donos da loja Pérola de Macau em ameaçar e em tratar mal os empregados.
   A polícia resolveu tudo e os tios foram para a sua terra com uma punição, apesar da loja Pérola de Macau fechar e não terem donos.
    Os dois amigos voltaram cada uma para o seu lado, mas como sempre amigos e felizes e sempre a pensarem nuns donos novos para a loja mais barata “Pérola de Macau”.
Escrito por Ana em 18:11:44 | Link permanente | Comments (0) |

Enfiada de Petas

Contos populares portugueses

     Enfiada de Petas


   Era uma vez um homem que não pôde pagar a renda ao fidalgo de que era caseiro. O fidalgo disse que lhe perdoaria a renda se o lavrador dissesse uma mentira do tamanho de hoje e de amanhã. O lavrador voltou para casa e contou isso ao seu filho, que era meio tolo.
   Foi o tolo falar com o fidalgo para lhe pagar a renda do modo que o fidalgo lhe tinha sugerido e disse umas mentiras longas e no fim de ter contado tudo o fidalgo já farto de tanta patranha, disse para o rapaz meio tolo que ele mentia com quantos dentes tinha na boca, o filho do lavrador respondeu que a renda já estava paga.
Escrito por Ana em 16:53:20 | Link permanente | Comments (0) |