D. Caio
Era um alfaiate muito poltrão, que estava a trabalhar á porta da rua. Como tinha medo de tudo, o seu maior gosto era fingir de valente. Uma vês, viu muitas moscas juntas e de uma pancada matou sete. Desde aí não fazia mais nada a não ser gabar-se, dizia a toda a gente que matava sete de uma vez.
Ora o rei andava muito triste porque tinha morrido na guerra o seu general D. Caio, que era o mais valente. As tropas inimigas como souberam que não tinha quem comandasse as tropas puseram-se a caminho.
O rei sabendo que o alfaiate matava sete de uma vês contratou-o para general. Mandou-o vestir o fardamento de D. Caio e a seguir o seu cavalo. Ajudaram-no a montar o cavalo e ele já tremia como varas verdes, assim que o cavalo sentiu as esporas botou á desfilada, o alfaiate aflito desatou a gritar, dizendo “ Eu caio! Eu caio” e todos o ouviram e os que o ouviam diziam que ele dizia que era D. Caio e que já tinham homem. O cavalo dirigiu-se para onde estavam os soldados já a lutar, e o alfaiate continuava a dizer “ Eu caio. Eu caio”.
O inimigo quando viu o cavalo branco do general valente e ouviu os gritos do alfaiate conheceu o perigo que estavam e disseram aos outros que la vinha D. Caio e desataram a fugir.
Ganharam a batalha só a agarrar-se ao pescoço do animal e a dizer “ Eu caio! “. O rei ficou muito contente e em paga a vitoria deu a princesa em casamento, e a verdade é que ninguém regateava os maiores louvores à bravura do sucessor do general D. Caio…