A aia
Era uma vez um rei, que partiu a batalhar por terras distantes, deixando só e triste a sua rainha e um filhinho no berço. Até que um dia um dos seus cavaleiros dissera que o rei tinha morrido.
O pequeno principezinho estava rodeado de inimigos e um deles era o seu tio que dele queria o seu trono.
O principezinho dormia num verso de marfim e ao lado dele, outro menino dormia num verso de verga, filho da escrava que dava de mamar ao príncipe. A aia amava os dois: um porque era seu filho, outro porque seria o seu rei, mas temia pelo principezinho. Já o seu filho não lhe dará tantas preocupações, porque não possuía riquezas, por isso ninguém o invejava.
Até que chegou uma noite que o seu tio invejoso “atacou”. Então a escrava rapidamente pegou no menino louro e colocou-o no berço de verga onde dormia o escravozinho e colocou-o no berço de marfim. Um homem enorme correu para o berço de marfim e arrancou de lá a criança e desapareceu com o escravozinho sem se aperceber.
Junto do berço estava a escrava, que para salvar o príncipe, entregara à morte o seu próprio filho.
Era preciso recompensar aquela mulher! Mas como? Nada pagava um filho. Então como recompensa levaram-na ao tesouro real, ela viu muitas jóias de vários valores, mas agarrou num punhal e disse:
_ Salvei o meu príncipe. Agora vou dar de mamar ao meu filho!
E cravou o punhal no coração.

