Abr 21, 2007

A Noite de Natal

 
   Era uma vez uma casa pintada de amarelo com um jardim à volta.
Joana não tinha irmãos nem amigos, sem ser os seus primos.Joana encarrapitada no muro, viu passar um garoto pela rua vestido de remendos, mas com uns olhos brilhantes como duas estrelas. Conheceram-se, falaram, Joana amostrou o local onde brincava, enfim tinha encontrado um amigo de verdade.Passaram muitos dias, até que chegou o Natal. Naquela casa todos os anos o Natal era igual, mas para Joana o pinheirinho era sempre diferente.Quando chegara a altura de abrir os presentes, Joana pensou que como Manuel sera pobre não recebera presentes e decidiu dar os presentes dela a ele.Pelo caminho encontrou três Reis Magos que iam em direcção à estrela, a mesma estrela que Joana seguia. Essa estrela parou na cabana de Manuel e Joana viu Manuel de volta de uma vaca e de um burro, uns anjos a rezar ajoelhados no ar também.
E Joana pensou, que o Natal de Manuel não era assim tão mau. O Natal dele era igual ao do presépio.  
Escrito por Ana em 10:20:08 | Link permanente | Comments (1) |

Abr 20, 2007

Peggy Sue

Peggy Sue estava farta.Gostaria de ouvir tocar a campainha que anunciava o fim da aula para puder fugir. Com os dedos crispados no giz, começou a escrever. A mão do invisível foi colocar-se em cima dela, apertando-a até a esmagar. A adolescente compreendeu o que se iria passar e gemeu de desespero. A criatura estava a obrigá-la a não fazer o exercício que a professora a mandara.A professora e até os alunos começaram a irritar-se e ao mesmo tempo com medo do que lhe estava a acontecer.A melhor amiga da adolescente disse em frente de todos que já lhe dera esta “crise” várias vezes, e nunca ninguém descobriu, o que lhe faz fazer isto.Peggy Sue não aguentou ver os seus amigos a pensarem que ela estava louca. Tentou andar à volta da sala, para que o invisível a larga-se.O João, um aluno ia a meter o pé ao lado da carteira para apertar os atacadores e o invisível “zás”, tropeçou e a pobre adolescente conseguiu por fim livrar-se dele.

 

Escrito por Ana em 10:18:03 | Link permanente | Comments (0) |

Abr 10, 2007

A invisibilidade por vezes afecta


   Tornei-me um invisível? Sim pelo menos os meus colegas estão sempre a perguntar quando eu chego, mesmo eu estando perto deles, invisível.Quando me apercebi e tive a certeza de que estava um invisível, não soube o que fazer. Iria levar falta na escola, deixar os meus pais preocupadíssimos, e.t.c. O que faço? Irei ao médico? Não porque ele não me virá. Já sei! Vou começar a fazer uns cartazes e colocá-los num sítio onde todos os vejam. Assim vão se aperceber que lá estive. Vou na mesma para as aulas, para a cantina, para o recreio, mas sei que não me vão ver. 
   Os meus amigos estão aflitos, irritam-me quando dizem que sou sempre a mesma, atrasada, distraída, mas apesar de tudo isso sei que gostam de mim.
Escrito por Ana em 19:12:35 | Link permanente | Comments (0) |

Imaginei uma história com as seguintes palavras: branca, mentir, dançar, salgado.

 
   Hoje encontrei-me com a Luísa, numa festa de aniversário. Ela vestira um top branco, uma mini-saia preta, meia-calça branca, sapatos pretos e uma linda fita no seu cabelo branca. Fui naquela festa sabendo que não me ia agradar, nem animar com um dos melhores amigos numa cama do hospital, triste por saber que não poderia ir. Mas também não podia recusar o convite ou mentir, naquela altura tinha dois desejos, um era que a festa corresse bem e que eu não fizesse má figura, a segunda era que o meu amigo saísse daquela cama hospitalizada, mas com saúde.
 A aniversariante chamou-nos, a mim, à Luísa e à Paula para dançar, podia ser que me animasse, talvez. Dancei alguns minutos, mas, como a Catarina costuma a dizer, estava a dançar com cara de quem comeu ao almoço peixe salgado. Uma frase que tanto repete.
Já estava melhor mais animada um pouco, até que chegou o tal meu amigo hospitalizado, bom e salvo, como se costuma a dizer, pronto pra outra, com uns amigos, a partir daí animei-me até dizer chega.
Escrito por Ana em 19:10:04 | Link permanente | Comments (0) |

Outro mundo por detrás de um espelho

 
  Nem acreditam! Atravessei o espelho da princesa Jasmim, aquele que ela tanto avisara para não mexer. Não resisti e saltei para dentro de espelho. Uau! Era uma coisa mesmo diferente do nosso mundo, como se costuma dizer, um mundo completamente diferente do nosso.
Visitei uma linda casa branca, muito grande. Uma senhora convidou-me para jantar com eles. Não percebia nada daquilo, primeiro uma casa grande e branca, coisa que aqui não é muito conveniente haver, dançar aos pares…aqui é tudo misturado, normalmente, e a comida tinha um mau aspecto, pior que a comida do nosso mundo.
Os aperitivos deliciosos, mas a comida, principalmente o peixe estava intragável, (muito salgado). Sempre é bom conhecer outras coisas, mas já estou habituado ao meu lar.

Escrito por Ana em 19:07:27 | Link permanente | Comments (0) |

Escrita

 

  O meu amigo do dia-a-dia é a minha caneta de tinta azul. Ela escreve muito e chega a dizer:_ Tanto me usas, que começo a ficar sem tinta, quando não escreve trocas-me por outra. Tanto trabalho para nada. Acredito que isto seja verdade mas é o seu trabalho. Por vezes digo:_ Por fora és uma linda caneta toda colorida de tinta azul, por dentro és diferente, por isso hei-de te guardar quando essa tinta azul secar.
Escrito por Ana em 18:59:01 | Link permanente | Comments (0) |