Saturday, December 20, 2008

Poemas de Natal…

Natal…

Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
‘Stou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!

Fernando Pessoa

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Tuesday, December 9, 2008

Inês de Castro

Assassinato de D. Inês

Depois de alguns anos no norte de Portugal, Pedro e Inês tinham regressado a Coimbrae se instalado no Paço de Santa Clara. Mandado construir pela avó de Pedro, a Rainha Santa Isabel, foi neste paço que esta rainha vivera os últimos anos, deixando expresso o desejo que se tornasse na habitação exclusiva de reis e príncipes seus descendentes, com as suas esposas legítimas.

Haviam boatos de que o príncipe tinha se casado secretamente com Inês. Na família real, um incidente deste tipo assumia graves implicações políticas. O rei D. Afonso IV decidiu que a melhor solução seria matar a dama galega. Na tentativa de saber a verdade, o rei ordenou dois conselheiros seus dizerem a Pedro que ele podia se casar livremente com Inês se assim o pretendesse. D. Pedro percebeu que se tratava de uma cilada e respondeu que não pensava casar-se com Inês.

A 7 de Janeirode 1355, o rei cedeu às pressões dos seus conselheiros e do povo e, aproveitando a ausência de Pedro numa excursão de caça, enviou Pêro Coelho, Álvaro Gonçalvese Diogo Lopes Pachecopara matarem Inês de Castro em Santa Clara. Segundo a lenda, as lágrimas derramadas no rio Mondegopela morte de Inês teriam criado a Fonte dos Amores da Quinta das Lágrimas, e algumas algasavermelhadas que ali crescem seriam o seu sanguederramado.

A morte de Inês provocou a revolta de D. Pedro contra D. Afonso IV. Após meses de conflito, a rainha D. Beatrizconseguiu intervir para selar uma paz em Agosto de 1355.

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Sunday, November 2, 2008

Luís de Camões

Luís de Camões

 

 


   

   Luís Vaz de Camões, nasceu em 1524, dia 10 de Junho, é frequentemente considerado como o maior poeta de língua portuguesa e dos maiores da Humanidade. O seu génio é comparável ao de Virgílio, Dante, Cervantes ou Shakespeare. Das suas obras, a epopéia Os Lusíadas é a mais significativa.

    Os Lusíadas, é considerada a principal epopéia da época moderna devido
à sua grandeza e universalidade.    
                                                         
 

   A obra lírica de Camões foi publicada como “Rimas”, não havendo acordo entre os diferentes editores quanto ao número de sonetos escritos pelo poeta e quanto à autoria de algumas das peças líricas. Alguns dos seus sonetos, como o conhecido poema abaixo pela ousada utilização dos paradoxos, prenunciam o Barroco.


Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer;

 

É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;

 

É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata lealdade.

 

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

 

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Tuesday, October 28, 2008

Texto

Escolhi para a elaboração de um texto, a recordação de um momento feliz, ocorrido já há algum tempo. Vou falar do meu Verão de 2007, no Algarve.

   Era mês de Julho, já era tudo diferente, tinham-se acabado os testes, as aulas, os dias de levantar cedo da cama, as tardes que se passava a estudar. Até mesmo os melhores momentos do ano lectivo, a presença e a animação com os amigos.
  
 Estava pronta para um Verão diferente com os meus pais, irmã, tios e primos, pronta para aproveitar segundo a segundo.
  
Tínhamos combinado, naquele ano passar umas férias no Algarve, em Lagos. Houve um outro ano que tínhamos conhecido Albufeira, mas este ano decidimos mudar, para ficarmos a conhecer outros sítios.
  
No dia anterior do dia que era previsto “arrancarmos”, era uma confusão, e um stress. A minha mãe e a minha tia a fazerem as malas e a verem e reverem se estava lá tudo o que seria preciso, o meu pai e o meu tio a verificarem se os carros estavam prontos, se tinham tudo em ordem para a viagem, e obviamente que eu, a minha irmã e os meus dois primos, estávamos ansiosos e contentes por esse dia estar mesmo a chegar.
  
Por fim tinha chegado o dia de que tanto se esperava, eram 6:00 e já andava tudo de pé, preparei as minhas coisas e por fim, a viagem começou. Como íamos de carro, o tempo da viagem era cerca de quatro horas, pois dependendo das paragens que se faziam.
   Agora já no Algarve, acabados de chegar, visualizamos que aquilo era espantoso. Dirigimo-nos para o hotel onde deixamos as bagagens e fomos a um restaurante próximo. Ao meio da tarde podemos conhecer a região onde íamos passar os quinze dias, passeamos, conversamos.
  
Nessa altura, como ainda não tinha reparado bem no hotel, deparei-me que havia uma grande piscina no hotel e uma praia a uns cinquenta metros dali, com passagem do hotel para lá, essa praia se chamava a Praia da Luz. Eu estava a adorar, aquele cheiro do mar, ver alguns estrangeiros com os binóculos na mão, era fantástico.
  
Nesses dias passávamos o dia, de manhã íamos à praia, dávamos uns mergulhos na água, diferente das da nossa região, era pouco fria, era refrescante, e depois apanhávamos banhos de sol, que ficamos que nem camarões.
  
Depois almoçávamos, íamos dar um passeio, ver paisagens, monumentos, conhecer certas coisas. Agora sim era a parte melhor do dia, a meio da tarde, pois íamos para a piscina do hotel, nadar todos juntos, refrescar, porque era um calor tremendo.
  
À noite era tudo completamente diferente, certos dias os adultos iam jantar fora e nós contentávamos com umas pizzas, e divertíamos assim, ouvíamos música, conversávamos uns com os outros, jogávamos a jogos, e.t.c.
  
Foram assim as minhas férias de Verão de 2007, com sobretudo felicidade, alegria.

 Este foi um dos momentos, para mim, muito recordado e que não o vou esquecer.

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Friday, October 17, 2008

Poema

Solidão

No meio da minha solidão

Olhei la para fora

Vi que foste embora

E me partiste o coração.


 

Perguntam-me se há muita diferença

Entre amor e solidão

Respondo com certeza…

Amor é mundo da paixão

Solidão o da tristeza.

 

Para mim a solidão é solidão.

É não ter alguém para partilhar,

É não poder ouvir o coração,

É como ter asas e não voar.

 

Sem ti é como,

Perder um jogo

Não o poder jogar mais

Ter o coração sem fogo

E não poder arder mais.

Autora: Ana Gomes

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Monday, October 13, 2008

Poema

Vivo neste doce encantamento

Nesta outra vida, que pensei nunca vir a ser minha

Neste outro mundo, em que muitos querem viver

Aproveitando tudo, cada momento

Temendo voltar a ser sozinha

Desejando para toda a eternidade te ter…

 

Tu que me alegras quando estou triste,

Que me acalmas

Que me agarras

E me beijas, tornas tão fabuloso amar-te

Tu que eu admiro,

Tu que eu respeito,

Tu que eu amo

 

Completas-me em todas as maneiras

És quem me faz sorrir, quem me impede de chorar

Tu és aquele que quebrou todas as minhas barreiras

O unico que me ensinou o que era amar…

Autor: desconhecido

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Saturday, September 27, 2008

Poema

As Borboletas

Brancas
Azuis  
Amarelas
E pretas                                                
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então . . .
Oh, que escuridão!

                Vinicius de Morares

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Wednesday, June 11, 2008

Movie Maker

Posted by Ana at 15:25:23 | Permalink | Comments (1) »

Saturday, May 3, 2008

Dia da Mãe

  Feliz Dia!

SÓ POR ISSO, MÃE

Mesmo que a noite esteja escura,
Ou por isso,
Quero acender a minha estrela.

Mesmo que o mar esteja morto,
Ou por isso,
Quero enfunar a minha vela.

Mesmo que a vida esteja nua,
Ou por isso,
Quero vestir-lhe o meu poema.

Só porque tu existes,
Vale a pena!

Lopes Morgado, Mulher Mãe

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Sunday, April 27, 2008

Gramática

 ·        Tipos de sujeito

Sujeito simples: é formado por um único elemento nominal.
Ex.:
O João foi ao futebol.
       Ele foi ao futebol.

Sujeito composto: é constituído por dois ou mais elementos nominais.
Ex.: O João e o Pedro foram ao futebol.

Sujeito subtendido (oculto): não aparece expresso na frase, mas pode ser facilmente identificado pelo contexto.
Ex.: Gostaram muito do jogo.

                           

Sujeito inexistente: é usado na 3ª pessoa e não pode ser atribuído a nenhuma pessoa. Coloca-se geralmente o verbo “haver”, fenómenos naturais ou vozes de animais.
Ex.: Houve caranguejo no mercado.
      Houve gente na rua.
      Choveu torrencialmente

Sujeito indeterminado: utiliza-se na 3ª pessoa e não se refere a ninguém em particular.

Ex.: Falam das alterações políticas.
      Ouve-se dizer que os alunos do 8ºB lêem muito.
      Batem à porta.

·        Conjugação prenominal

    Forma-se com a união das formas do pronome pessoal átomo “o, a, os, as” e as suas variantes “lo, la, los, las, no, na, nos, nas” com os verbos transitivos directos.
   Ex.: Nós comprámo-lo quando fomos a Paris.

·  Colocação do pronome

Antes do verbo, em frases negativas, enfáticas com “é que”, nas orações subordinadas adverbiais e substantivas e em frases interrogativas iniciadas por pronomes ou advérbios.
 

                   Exemplos: Chamei o Pedro, mas não o ouvi responder.

                                   A casa é tua porque tu é que a pagaste.

                                   Não entras as caixas porque as escondi.

                                   Quem a pode provar?

Nos tempos compostos, entre o auxiliar e o verbo principal.

                  Exemplo: Os trabalhos de casa, tenho-os feito sempre.

Posted by Ana at 19:29:50 | Permalink | Comments (3)